Solidão e depressão: O lado B da vida no exterior

Provavelmente você tem um amigo ou familiar que vive fora do Brasil, certo? Você o acompanha através de fotos, videos e acaba conhecendo uma pequena parte da vida no exterior.

E aí,talvez, você seja condicionado a pensar que  a grama do vizinho é sempre  mais verde, que tudo é uma maravilha, que não existe nada melhor do que morar na Europa, e ter uma vida de dar, literalmente, inveja a muita gente. Mas, será que é assim mesmo?

Sinceramente, perdi as contas de quantas vezes ouvi das pessoas a seguinte frase:” Se é pra sofrer, melhor sofrer na Europa”, e sabe de uma coisa? Eu mesmo, já disse isso antes de sair do Brasil. Que ironia do destino.

Depois de três na Espanha, entre altos e baixos, alegrias e tristezas,  descobri que existe um lado ruim e perigoso de viver no exterior, mas que quase ninguem te conta.

Solidão, porta aberta para doenças físicas e psicologicas

O preço que se paga por viver no exterior é muito alto e ninguem tem ideia disso até sentir na pele a solidão (com todas as letras). É foda!

A saudade de casa aperta, os amigos já não são tão presentes, você perde momentos com sua familia, e mesmo estando feliz no lugar que você escolheu para seguir em frente, o coração já não é mais o menos. Dói, aperta, gera ansiedade e angústia.

Claro que não é uma regra geral, mas boa parte dos imigrantes sabem bem do que estou falando. A sensação de solidão pode ser avassaladora e saber lidar com esse sentimento requer tempo, paciência e muita observação sobre suas atitudes. Ficar triste um dia, dois ou uma semana, não é exatamente, um problema.

Mas, até os dias tristes precisam de  limites. Encarar uma vida fora do Brasil, para a grande maioria, está bem longe de ser um mar de rosas. Ter controle emocional passa a ser um dos maiores desafios e ao mesmo tempo uma porta aberta para o autoconhecimento .É complicado! Como controlar a saudade? O sentir-se só? 

Muitas vezes, a solidão  pode chegar a ser  insuportável e se transformar em algo muito mais sério. E quando chega a esse ponto, é também o momento de buscar ajuda profissional. A mente adoece e o corpo também!

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E quando a vida te desafia?

Se eu pudesse descrever o que é morar fora do Brasil, certamente, te diria que é subir em uma montanha russa  que tem inicio, mas nunca fim. Você tem altos e baixos, dias bons e dias ruins.

Hora tá indo tudo bem, subindo, subindo e derrepente você despenca, o coração vem na boca e o medo toma conta. A adrenalina é trocada pela ansiedade, a diversão pela frustração e parece que subir outra vez não é uma boa opção.

Sair da sua zona de conforto é ser desafiada, dia após dia, é tentar manter constantemente o equilibrio emocional para não descarrilhar.

Já perdi as conta das vezes que acordei com o coração acelerado, angustiada, com vontade de chorar, passando o dia com pensamentos negativos e pensando em fazer as malas.

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E, como a mente humana pode ser bem fdp algumas vezes, durante os dias dificeis passa um filme completinho de todas as cagadas que já aconteceram com você no país e em seguida um outro filme de como você era mega feliz no Brasil, que não era tão ruim andar em ônibus lotado, trabalhar feito um burro, pagar caro nas coisas, etc.

Cuidado!A mente….mente! Vigiar seus pensamentos fará total diferença. Porque eles não podem ditar a sua realidade. Eu já vivi tantas situações dificeis por aqui, que baseada na minha experiência, posso te dizer que toda e qualquer experiência te levará para um outro lugar.

Tudo é aprendizado. Então encarar e aceitar tudo como um desafio da caminhada e não como o ponto final, é uma forma de entender a impermanência das coisas. A gente acha que tá no controle, mas vem a vida e te mostra que não. Tudo passa. O bom e o ruim 😉

Quando a solidão faz morada, a depressão abre a porta.

Se vocês tirarem um minuto para pesquisar o número de suicidios cometidos por brasileiros no exterior, ficarão surpreendidos, porque não é uma porcentagem pequena, pirncipalmente, em países onde o frio não da tregua.

A depressão pouco a pouco vem sendo apresentada a todos aqueles que a rotulam como: Frescura, falta de esforço, falta de vontade e por aí vaí.

A depressão mata e precisamos falar sobre isso. Nem tudo é depressão, mas também nem tudo é solidão. Apenas um profissional pode diagnisticar essa doença, porém existem sinais que devem ser observados por você ou familiares.

Cançaso, estresse, mudanças drásticas, isolamento, perda ou ganho de peso, insônia ou excesso de sono, por um periodo prolongado, por exemplo,podem dar indicios de que a solidão se transformou em depressão. 

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Além disso, a angustia, a falta de auto estima e o sentimento de inferioridade, passam a fazer companhia  na maioria dos casos de depressão. E, infelizmente, tem gente que não pode suportar e acaba buscando a  morte como  saída. É triste, mas é a realidade. 

Como seguir em frente?

Como mencionado antes, em certos casos o auxilio de um profissional é indispensável e em outros casos algumas atitudes podem ajudar a encarar os dias dificeis.

• Realize alguma atividade física. Saia para fazer uma caminhada, correr, andar de bicicleta, dançar. Qualquer coisa que te coloque em movimento e desvie seu pensamento de coisas negativas e frustrações.

• Chore. Chorar aliviará suas angustias. Mas, coloque limites nisso também.

• Ouça música ou aprenda a tocar um instrumento. É terapeutico.

• Comemore suas vitórias. Até mesmo as mais pequenas. Acertou voltar para casa sozinha? Comemore. Aprendeu uma nova palavra? Comemore. Conseguiu uma entrevista de trabalho? Comemore.

 • Mantenha-se ocupado. Trabalhe seus pensamentos em prol do seu crescimento e evite se torturar. 

• Não perda o contato com seus amigos e familiares. São eles que sempre estarão aí para te ajudar.

• Respeite os dias dificeis. Você é um ser humano e é normal se sentir fragilizado e sozinho algumas vezes. Aceite esse sentimento, mas não o deixe tomar conta da sua vida.

Faça amigos. Ainda que pareça dificil, ter alguém com quem tomar um café, dar um passeio, desabafar, conversar, fará sua caminhada mais fácil, mais leve.

• Não subestime a depressão e nem qualquer outra doença psicologica. Busque ajuda.

abrazo

Siga em frente!


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